Que seja doce!

"...Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante..." Caio.

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Local: Lapinha da Serra, Brazil

31 maio 2007

I - Do tempo passado


Houve um tempo em que nós dois ainda não nos conhecíamos.
Naquela época em Pedro Leopoldo só fazia frio,
nuvens de chuva apareciam na entrada da Lapinha.
O céu costumava ser cinza. Mas cinza assim quase preto, como se fosse resto de carvão.
E eu olhava pra cima e pensava: "Por que justo hoje vai chover?".
As pessoas feriam as outras.
Alias, as pessoas permanecem ferindo as outras, mas naquele tempo...eu me importava se alguém batesse na minha porta e dissesse mentiras cruéis pra me machucar. Eu me machucaria. Agora não.
Outrora não havia tanta cor no mundo...esse cheiro de perfume no meu (seu) travesseiro.
E nem havia ônibus domingo a noite, que chegava nos momentos inoportunos (porque sempre que tenho que me despedir de você, me dói...)
E eu que entendia pouco assim do amor... venho aprendendo cada vez mais.

P.S - A saudade já tomou proporções gigantescas!

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