I - Do ônibus aos domingos
Cada vez que o onibus se aproximava era aquela dor dilacerante.Ela ficava espremendo as palpebras uma contra a outra... e se concentrava para nao chorar.
Ficava com os olhos aquosos. Mas nada dizia.
Ela era uma menina que tinha medo de assalto, verdade, mas não tinha de barata, de ver o seu time perdendo, embora morresse um pouquinho cada vez que davam o abraço na despedida.
Aquele maldito letreiro neon sempre vinha cortar-lhe a felicidade, gritava assim: " Ok estupida, o seu sonho esta acabando, vamos para PEDRO LEOPOLDO".
O beijo da despedida já guardava a maior saudade do mundo, mesmo estando um ao lado do outro ainda.
O abraço de despedida era um abraço triste.
Uma coisa assim esquisita. Nao era nada certo.
Como se morria por dentro. Como se morre por dentro.
E as pessoas do dia a dia sequer percebem que longe dele ela quase não sorri...não acha todas as coisas belas. Tampouco divertidas.
Nada longe dele fazia sentido e ela ficava com a cabeça debruçada na mesa esperando um outro dia, um dia em que nao houvesse acenos de "tchau tchau".
Durante a looooongo semana ela pensa que o mundo é cruel, e que todos são feios, amargos...
Mas quando se aproxima o esperado final de semana ela sorri. E ele a embala pra longe daquela ranzinza solidão.
P.S- Porque eu morro de saudades de você a semana inteira...


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