Que seja doce!

"...Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante..." Caio.

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21 junho 2007

I - Das cores do mundo


Naquela época o mundo era praticamente preto e branco.
As vezes havia algum esboço de cor. Coisa pouca, um esboço cor de rosa.
Mas não era nada que se aproximasse da realidade.
Talvez fosse pelo modo como a realidade se apresentava.
Dura. Solitária. Amarga.
O mundo real nunca pareceu algo bom.
Era tanta gente corrupta, tanta miséria, tantos sonhos desfeitos, que o esboço cor de rosa se tornava algo pertinente.
E ela pensava que o esboço de cor já era suficiente.
Entretanto, ele surgiu em uma noite de janeiro.
E trouxe novas cores. Muitas. Intensas.
Coloriu toda aquela solidão e mostrou a ela que a realidade não era tão dura quanto pensava.
Mostrou que as pessoas continuam a ser más. Mas existe um Deus enorme acima de tudo.
E que o bem sempre se sobressai.
Ainda hoje, ela chora diante de toda a podridão do mundo.
Mas olha pra ele e tem a certeza de que um dia isso tudo terá um fim.
Porque agora o mundo tem mais cor.
Agora tudo é possível.
P.S- Amor, ando um pouco assustada com o mundo, mas quando converso com você sei que tudo irá melhorar...

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